
Não falta qualquer coisa?
Depois de uma respiração profunda entre as gotas de chuva que não caíam mais, caminhei pensamentos e desembrulhei sentimentos empacotados naqueles recantos de que havia memória.
Não pedi nada. Aliás, pedi sim! Pedi aquilo a que tinha direito.
Não recebi.
Tropecei em palavras, empurrei razões, corri sobre o tempo e sorri sobre clarões, sempre.
Mesmo os que não esperava encontrar.
Afinal, triste é sabermos a verdade antes do tempo.
Sabia-a. Quis ignorar. Antes, quis acreditar.
E perdoar.
Guardo o peso do mundo num armazém algures por aí. Um peso que lançarei ao mar das minhas costas, não tardará muito.
Antes relembrarei o caos deste passado recente.
Há quem procure beleza nas mentiras… eu procuro-lhes o reflexo de uns lábios.
Lábios que guardam os meus.
Lembretes que mencionam o meu nome algures em registo de agenda… conto já com a sua inexistência.
Não encontrei razão que me mantivesse aqui.
Hoje tenho razões para partir.
Mas ainda gosto de ler olhares, gosto do cheiro da provocação e desrespeito, gosto de sentir corações a galope, gosto de enfrentar ventos de desilusão e amargura, gosto de o concretizar enquanto faço embrulhos.
Gosto de sentir a luta para me afogar, para me esconder enquanto represento e visto o papel de actriz perfeita.
No fim, parto sem olhar pra trás.
Ficam embrulhos de sentimentos e os restos de uma noite pronta a retirar-lhes a fita vermelha…
“O silêncio existe quando a ridicularidade supera a inteligência do que poderia ser dito.”
Não falta nada.
É escusado dizer que tudo isto está muito profundo. Escusado será também dizer que está fantástico e que tocou bem cá no fundo. Espero que estejas de volta! Parabéns.
ResponderExcluirSabes que mais? tou farto de te dizer que escreves bem melhor que eu! sabes que isso é verdade. E tu transmites todo o sentimento, cativas a atenção toda, e isso raramente acontece em mim. Sobre o que senti, não vou dizer que compreendo, eu entendo, é diferente, não porque vivi uma situação assim (de facto vivi mas de maneira um pouco diferente), mas sim porque automaticamente fiquei no teu lugar, senti o teu sofrimento, senti o desejo que sentias, e a sério, apenas pediste para ser feliz, que és das pessoas que mais o merece sem dúvida. Desculpa se a minha presença não é uma porra de constante, mas eu bem tento acompanhar o teu dia a dia, e ajudar, por muito que não consiga, ou seja parvo e diga coisas de ficares -.- .
ResponderExcluirPortanto Sofia, minha querida, vais ser feliz, o sofrimento só te torna mais forte! Só é fraco quem quer e cobarde quem tem atitude a mais! Tu apenas tens essa maneira doce de ser que eu gosto :)
Beijinho*
http://www.youtube.com/watch?v=r3w6iUMS7LQ
ResponderExcluirRelax... all will be okay!!!!
gostei muito sofia.
ResponderExcluirés honesta e brincas com as palavras da forma que elas merecem.
fiquei com vontade de retomar a escrita também.
keep it up que eu continuarei por aqui.
beijinho.*
No meu caso não adianta mesmo. No entanto, aquele 'querer' largar tudo isto, aquele 'querer' que é tão preciso, ainda não se fez ver. E de facto, aos poucos, vamos mudando a nossa opinião sobre as coisas. Até aqui achava que o tempo curava tudo, só era preciso isso mesmo, tempo. Mas o tempo no meu caso não curou nada, porque há coisas eternas. Ainda assim, fazia sempre questão de seguir esta ideia de que o tempo um dia levaria tudo isto embora. Até que li uma frase: 'Eles dizem sempre que o tempo muda as coisas, mas a verdade é que somos nós que as temos de mudar' -Andy Warhol. Só assim percebi que o tempo não me vale de nada se não houver um 'querer' apagar tudo, um 'querer' mudar, um 'querer' renascer uma parte de mim. É preciso existir um Querer em tudo. E nesta minha situação, ele nunca existiu. Na verdade, eu preciso de me preparar. De meter tudo em jogo para que possa então querer.
ResponderExcluirBeijinhos*
Nem mais :)
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